Descrição
“De tanto escutar Orto / Acabei errando /
A semente teimou / Então floresceu”
De todas as especialidades médicas, a ortopedia é vista como a mais mecânica. Lidamos com ângulos, eixos, carga. Identificamos as fraturas visíveis, corrigindo-as da maneira mais brutal, traumatizando o que é bom, buscando o funcional.
Mas as fraturas da alma, quem identifica? Quem trata?
O horto é uma jornada de um médico ortopedista fraturado, que renasceu, torto, como poeta, após ter decidido operar com palavras.
A viagem começa em um período em que a lei era que “não era possível viver de arte” até o momento em que percebi que é impossível viver sem arte. A semente estava quiescente, precisava da palavra para brotar, e brotou.
A orelha do livro não escuta.
Não adianta gritar
Ou usar força bruta
Aqui deveria estar
Uma ideia aproximada
Das ideias principais
Das entranhas dessa empreitada
É um livro de poemas
Não de teoremas
É sobre sentir e se inspirar
Nessa história que esse poeta
Tentou elucubrar







