Descrição
Sempre fui entusiasta da aprendizagem. Esse impulso constante de absorver o mundo ao meu redor me conduziu por caminhos que se cruzam e se afastam, como o da antropologia, da educação e até mesmo da religião. Curiosamente, entre tudo o que aprendi, não aprendi a desaprender.
Mas será possível desaprender? A etimologia de “aprender”, do latim apprendere, significa “agarrar”. Será que devemos agarrar tudo o que nos foi dado? E quando nos damos conta de que certas convicções — outrora sólidas — se revelam, com o tempo, falhas ou prejudiciais? O que resta depois que soltamos o que, por tanto tempo, nos definiu?
Desaprender exige confronto. Não se trata apenas de abrir mão do que já não nos serve, mas de enfrentar o desconforto de soltar as nossas certezas pelo incerto. Ou pelo não tão certo. Certezas às vezes frágeis, mas às quais seguimos agarrados, por medo.
Logo, este livro é uma pausa, um convite a questionar as nossas certezas e, quem sabe, desaprender… para continuarmos aprendendo.







