Descrição
“Escrever como que em transe,
como se as palavras me escrevessem.
Escrever como quem sangra
em pontos exatos de um artifício
e em linhas deliberadamente
abertas.
Escrever como quem se afoga
num lago raso.
Escrever como fossem duas:
uma a caminho do nada,
outra ao encontro de tudo.”
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Há livros que chegam pedindo licença. Este não. Ele encosta no peito e, de algum modo, fere, rasga e transforma. Em Eu tenho uma ponta de lápis cravada no coração, Cindi Christie escreve a partir do que insiste, do que não se cala, do que pede corpo. Não há pressa, mas há urgência; não há explicação, mas há gesto. Cada poema abre um espaço onde o indizível se insinua, onde o que dói e o que salva dividem a mesma respiração. Ler este livro é aceitar o convite para tocar o que arde, o que cura e o que teima em permanecer vivo dentro de nós.






